liberdade

liberdade
"No princípio era o conflito..."

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Resposta a um leitor confuso!


Caro leitor que não se identificou,

Li sua mensagem, mas, honestamente, não me reconheço como o verdadeiro objeto de seus comentários. E deixe-me tentar utilizar uma linguagem bem simples para que você possa me entender.

Não sou um comunista. Você percebeu o título deste blogue, a propósito? Se falo sobre respeito à diferença e na igualdade sob a lei – o único tipo de igualdade, no cenário sociopolítico, no qual acredito – é porque esses são estandartes de minha herança política liberal democrática. O fato de você não entender isso, em minha opinião, lhe desqualifica para fazer o comentário pseudo-teórico que fez!

Não sou um ativista gay. Na verdade, tenho muito pouco em comum com o que você chamou de “ativismo”. Se defendo, politicamente, as ideias que defendo sobre igualdade de direitos civis para os casais aos quais você se referiu é simplesmente porque é justo, é racional, é humano, e corresponde às minhas convicções políticas (e religiosas) e aos meus interesses pessoais.

Se ainda não ficou claro para você, sim, sou um indivíduo de orientação emociono-sexual gay. Isso mesmo: indivíduo – não sou parte de um grupo gay, de uma classe gay, de um movimento gay, de um culto gay, de um partido gay, etc. Gay é apenas uma fração ínfima do que sou como indivíduo e como ser humano; não é o centro de minha vida, é apenas um detalhe – importante, mas apenas um detalhe assim mesmo.

Não sou um feminista. Tenho mãe, irmãs, sobrinhas, tias, avós, primas, amigas, alunas, vizinhas, colegas de trabalho, e a lista continua. É claro que me preocupo com o que ocorre com as mulheres de nossas sociedades; é óbvio que me preocupo com qualquer coisa que atinja a qualquer mulher. Essa preocupação e cuidado é parte integrante de minha identidade humana. Confundir isso com “feminismo” (ou dizer que eu vejo as mulheres como uma “classe” oprimida) é, no mínimo, uma imensa desonestidade intelectual! [Desonestidade porque você atribui a mim visões que não fazem parte de meu repertório conceitual.]

Então, meu caro, um conselho simples: antes de me enviar uma mensagem tão deselegante, procure informar-se mais sobre as ideias que diz defender!


Gibson